Vila de Argozelo

Argozelo, Terra de tradições e Religião Cultura, Agricultura e Industria, Construção Civil e Gastronomia, uma Vila recheada de mais valias que queremos que conheça melhor.

Vila de Argozelo

Vila de Argozelo
Uma das Vilas maior do distrito de Bragança, veio a passar a Vila em 2002 devido às suas condições de crescimento e desenvolvimento. Argozelo situa-se a uma distância de 26 KM de Bragança e a 13 km da A4 que liga Bragança a Espalha, de Vimioso fica a uma distância de 18Km aproximadamente.

Historia de Argozelo
    -Data do ano 1187, escrito em latim bárbaro e português arcaico a primeira designação desta povoação com os termos Ulgosello e Delgosello, decorria na altura o reinado de D. Afonso III. Existem outras referências, com nomes diversos, tais como: Ulgoselo, Ulgosello, Ulgusselo Algosello, Vegusello. Estas variações nominais que foram aparecendo nos mais diversos registos, desde documentos ligados ao reis a escrituras efetuados por padres ligados à paróquia denunciam lguma ambiguidade na sua denominação, mas por outro lado, flexibilidade das suas gentes.
    Foi na primeira metade do século XVII que se julga terem coexistido os nomes de Algozelo e Argozelo Este último, terá sido o resultado de evoluções linguísticas que foram moldando a palavra e chegaram aos dias de hoje com o atual grafismo.

Um nome com personalidade!
Tal como Alisbona daria origem a Lisboa, também Ulgosello fez nascer Argoselo que ainda hoje continua a vislumbrar-se nova alteração para Argozelo, utilizada desde já por muita gente sem que isso seja considerada uma heresia. O percurso do nome desta freguesia tem inerente um cariz de mudança que talvez esteja associado à dinâmica que sempre caracterizou as suas gentes.

Argoselo ou Argozelo?
O «Dicionário Onomástico Etimológico da Língua Portugu esa» de José Pedro Machado regista Argozelo, dizendo o seguinte: «A forma antiga era Ulgusello (…). Der. de Ulgoso, este do latim ulicosu-, de ulica > ulex, espécie de rosmaninho.
    Este autor, justifica desta forma a atual grafia com (z), mas a última palavra será sempre das suas gentes! Na atualidade, qualquer das duas formas de fazer referência a esta localidade é correta.

Etnografia
Nos apelidos dos seus habitantes, encontram-se indícios de radicação de pessoas vindas de aldeias mais ou menos vizinhas, que iam desde Santulhão a Rio D´Onor, de Quintanilha à Paradinha. Encontrando-se situado num ponto nevrálgico, quer do ponto de vista hidrológico, entre os rios Maçãs e Sabor, quer do ponto de vista topográfico com a transição para o grande planalto Mirandês. Mas o motivo desta miscelânea terá vindo essencialmente debaixo da terra, foi o especto geológico que foi acompanhando e definindo a História do local.



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Minas de Argozelo

Minas de Argozelo
Porventura, foram as riquezas do subsolo que sempre fizeram fervilhar os acontecimentos em Argozelo. Desde que há registos acerca deste território, eles associam-se de perto à exploração do volfrâmio.
    Desde Vale Milhos até ao Bairro de Baixo onde existe a ETAR, passando pelo atual Largo do Prado, passava um riacho que acompanhava um filão de volfrâmio, cujas águas eram aproveitadas para tratar a limpeza do minério.   Esse filão, juntamente com o riacho, separavam a localidade em dois bairros sendo um deles o Bairro do Latedo, encontrando-se afastado daquilo que hoje é a atual Praça.  O bairro da Espadana, onde hoje é relativamente recente comparativamente com o historial doutros bairros, nesse local, não haveria senão galerias com o intuito da extração do volfrâmio até princípios do séc. XX. Naturalmente, depois de esgotados os recursos, os terrenos iam sendo aproveitados para a construção de novos bairros, que por esta altura estariam situados nos arrabaldes do núcleo da povoação.

A exploração do volfrâmio
Em Argozelo fez-se até ao séc. XIX a céu aberto, com lavagem direta no pequeno riacho que passava no atual Prado fazendo-se posteriormente a partir de galerias de pequena profundidade que ainda se podem observar nalgumas propriedades. Ao contrário das Minas da Ribeira, onde a extração do minério se fazia sem necessidade de fazer um fosso principal de profundidade relevante, visto situar-se num vale encaixado com possibilidade de exploração de filões a céu aberto, as minas de Argozelo constituem uma revolução no processo de extração quando comparado com as minas do outro lado do Sabor. O planalto que se inicia desde o vale do Sabor no prolongamento do monte do S. Bartolomeu e o esgotamento dos recursos à superfície, obrigou à extração em profundidade e em exclusividade no subsolo. Se antes do aparecimento desta mina se contaram muitas mortes ao longo da exploração em pequenas galerias subterrâneas que, sem qualquer escoragem ou outro método de segurança, soterravam e sufocavam quem buscava sustento, veio, apesar dos riscos inerentes a qualquer mina, trazer mais descanso aos trabalhadores e familiares pois as normas de segurança foram sempre consideradas desde o início da exploração da mina.  Do fosso principal com elevador puxado por fortes cabos de aço que ainda hoje se podem observar no campo de futebol, saíam túneis horizontais que percorriam as entranhas dos montes envolventes em busca dos filões e quando encontrados trazido o seu material à luz do dia após muitos milhares de anos.  O recurso à dinamite era diário, a sua detonação ocorria a horas certas para que as pessoas da aldeia pudessem saber a causa dos abalos que raramente eram considerados de força excessiva.
     Não terá havido contudo a preocupação de separar os godos e as areia o que terá provocado a impossibilidade de aproveitar as gravilhas para a construção civil como ainda hoje se faz em Coelhoso, ao contrário de Argozelo onde a Escombreira ensombra e deturpa a imagem de vila com olhos levantados para o futuro.

O futuro das minas - uma grande incógnita!
    Os terrenos da mina pertenciam à Minargol, contudo esta empresa faliu e existe agora um liquidatário Judicial cuja entidade se desconhece, e que talvez por isso tem sido tão difícil chegar a uma decisão consertada com a autarquia a fim de intervir neste espaço. Desde o final da década de 80, altura em que as minas encerraram a laboração, tem vindo a sofrer de visíveis e perigosa degradação provocada pelas intempéries e maioritariamente por vandalismo. Tais circunstâncias têm vindo a revelar-se altamente perigosas para o ambiente das instalações abandonadas, mas também para a própria população da vila que vai ignorando a perigosidade da contaminação de lençóis de água e solos agrícolas dos arrabaldes mineiros. Há ainda o risco de se verem repetidos casos de doenças respiratórias apenas observadas pelos profissionais que labutam muitos anos em extrações de minérios. Como se isto não bastasses, existem inúmeras crateras de dimensões e profundidades consideráveis que pela proximidade da vila, de caminhos e terrenos agrícolas, representam perigosidade considerável para os transeuntes. Houve em tempos a preocupação de sinalizar estes locais, contudo o alargamento das crateras, o vandalismo aliada à falta de manutenção das vedações e sinalizações, podem constituir uma conjugação explosiva que possa tirar vidas. Tem havido um esforço, que é publico, por parte das entidades locais e centrais, mas não parece haver solução à vista, mais uma vez se constata que é necessário ocorrer uma catástrofe para que os problemas sejam tratados com a celeridade merecida e as soluções a problemas deste cariz sejam encontradas.   Para o espaço das minas abandonadas está prevista a construção do Museu da Mina de Argozelo. Aproveitando algum do espólio que lá se encontra, para além daquele que muitos ex-mineiros guardam em suas casas, tem-se a esperança de concretizar tão ambicionado projeto. Não obstante este desejo comum, todo os espaço, bem como o recheio, encontram-se completamente à mercê de vândalos, havendo desde há muito tempo peças que pelo seu estado de deteorização não poderão fazer parte de qualquer prateleira, mesmo do mais humilde museu.



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Festas de Argozelo

Festas de Argozelo
    A Vila de Argozelo é Conhecida pelas numerosas festividades, esta vila transmontana tem um mês de Agosto absolutamente alucinante e repleto de emoções!.

S. Bartolomeu de Argozelo
    Pela sua projeção para além fronteiras, a mais conhecida e que decorre todos os anos no dia 24 de Agosto. São verdadeiras enchentes de populações que se deslocam ao Santuário situado nas imediações desta terra para prestar devoção ao Santo, visitar um Santuário de belezas paisagísticas inigualáveis, onde se pode vislumbrar uma excelsa panorâmica sobre o vale do Sabor e apreciar um saboroso piquenique à sombra de frondosas árvores em qualquer época do ano.
    O local convida a uma passagem obrigatória, estando mesmo referenciado nos mapas de estradas da região. Faça um desvio menor a 2 Km de Argozelo e visite o Santuário de S. Bartolomeu e poderá apreciar a emoção pura desta terra!.

Historia de S. Bartolomeu - 24 de Agosto
    Neste dia, festejamos a santidade de vida de São Bartolomeu, apóstolo de Nosso Senhor Jesus Cristo, que na Bíblia é citado com o nome de Natanael (que significa dom de Deus). Os três Evangelhos sinópticos chamam-lhe sempre Bartolomeu ou Bar-Talmay (filho de Talmay em aramaico).
Nasceu em Caná da Galiléia, na pequena aldeia onde Jesus transformou água em vinho.
S.Bartolomeu é modelo para quem acredita na fé do Senhor, no Evangelho de São João: (Filipe vai ter com Natanael e diz: É Jesus, o filho de José de Nazaré). Com a sua sinceridade e aproximação de Cristo, Bartolomeu ouviu dos lábios do Mestre a sua principal característica: (Eis um verdadeiro israelita puro e sincero) (Jo 1,47).
São Bartolomeu pertenceu ao grupo dos doze e conviveu com Jesus no tempo da vida pública contemplando no dia-a-dia o conteúdo da sua própria profissão de fé: (Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o rei de Israel); Invejosos sacerdotes pagãos, os quais martirizaram o santo apóstolo, arrancaram-lhe a pele, mas não o Céu, pois perseverou até o fim.
São Bartolomeu, rogai por nós!

Também nos fins-de-semana do mês de Agosto têm lugar as festividades em honra de Nossa Senhora das Dores e Santa Bárbara, S. Roque, S. José e Senhor do Bonfim.
    Para quem possa ter a oportunidade de visitar Argozelo durante o Inverno, não se espante ao ver um aglomerado populacional num bailarico de rua bastante animado, bem à moda do mês de Agosto, ainda que caia neve! Há em Dezembro festa em Honra de Santa Bárbara dos Mineiros e em Janeiro, festas em Honra de Santo Amaro e S. Sebastião e S. Fabião.



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Tradições de Argozelo

Tradições de Argozelo
    A Vila de Argozelo é marcadamente rural. A agricultura, olivicultura, vinicultura, amêndoa e a cortiça compõem as principais atividades da população que, atualmente também se tem dedicado à construção civil, serralharia e indústria de transformação de madeira. Houve a extração mineira até 1986, mas as minas de volfrâmio e estanho estão atualmente descativadas.

Arqueologia
    Esta localidade foi povoada pelo menos desde os inícios da Idade Média, a julgar pela documentação escrita. Os primeiros habitantes podem ter chegado, no entanto, muito antes. Há lendas que apontam neste sentido, porque existem vestígios que se poderão revelar pré-históricos depois de estudos arqueológicos mais profundos. Nas ladeiras do rio Sabor, no sítio chamado Covas do Teixo, existem dois redutos chamados pelo povo de Buraco de Fumo e Sala Assombrada, que diz que aqui viveu o homem paleolítico. Além deste facto, foram encontrados no termo da freguesia quatro machados do período Neolítico, um fragmento de cobre e um de bronze. Todos estes vestígios encontram-se actualmente em Bragança.

Património Cultural e Edificado
    A primeira igreja paroquial foi construída por volta do século XII ou XIII, mas era muito pequena. Para a substituir, foi erguida uma outra, e demolida a primeira, mais ampla e num lugar central da freguesia, que desde a Idade Média crescera muito. A igreja de cunho popular, é de uma só nave, dividida em três tramos por dois arcos diafragma em forma de meio ponto. Separa a capela-mor da nave da igreja um arco triunfal e, sobre o supedâneo do altar-mor existe um retábulo em talha dourada. Todo o teto da igreja é em madeira. As capelas da Senhora do Bonfim, de Santo Amaro, de S. Sebastião e de S. Bartolomeu compõem o roteiro de visita obrigatória que se pode conjugar com uma passagem por uma casa brasonada com capela, solar com capela, ponte manuelina, cruzeiros, castro da terronha, castros e moinhos de água.

Coletividades
    Para que as tradições não se acabem e a animação perdure na freguesia, o Centro Cultural e Desportivo de Minas de Argozelo, a Associação Recreativa de Argozelo, o Centro Paroquial e Associação de Caça e Pesca lá estão para organizar os eventos.

Gastronomia
    Quem visitar Argozelo não sai de lá de barriga vazia. A gastronomia convida ao pecado da gula com o cozido à portuguesa, os enchidos, o folar da Páscoa e bolos caseiros a comporem a ementa. As épocas festivas são o pretexto para rechear a mesa de grandes tesouros de cozinha tradicional e proporcionar uma panóplia de sabores que contam uma longa e valiosa tradição de gerações. Não nos podemos esquecer da qualidade dos enchidos que por cá se fazem, onde se destacam as alheiras de fabrico artesanal e também singular que contam a história dos judeus que por estas regiões se radicaram aquando da sua expulsão de Espanha e que utilizavam as alheiras como estratagema para enganar os Cristãos, evitando assim o consumo da carne de porco. O vinho sempre fez parte do património local, contudo esta região tem perdido larga importância nesta área, visto não se encontrar numa região demarcada. Sabe-se contudo que os mostos aqui produzidos são utilizados para a feitura de vinho comercializados com rótulos certificados de outras regiões. Resta ao visitante provar um vinho tradicional, bebido diretamente da pipa, onde castas variadas são fermentadas sem discriminar as uvas brancas e pretas, o que origina um vinho de adstringência e deglutição complexas e variadas, mas que combinadas com as riquezas gastronómicas citadas, permitem ao transeunte um encontro com os sabores mais puros do paladar..

Artesanato
    O artesanato de Argozelo está bem vivo na freguesia. Funileiro, curtumes, alfaiataria, arrieiro, latoaria, rendas e bordados vão alimentando a tradição.



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